A harmonização facial reúne procedimentos não cirúrgicos que buscam equilibrar as proporções do rosto, enquanto o preenchimento atua sobre linhas e sulcos específicos. São indicados a quem deseja melhoras discretas na face sem passar por cirurgia.
É comum haver confusão entre os dois termos. O preenchimento tem foco mais localizado: melhora o aspecto de linhas de expressão e sulcos, como o chamado bigode chinês, repondo volume em pontos específicos. Já a harmonização facial é um conjunto de técnicas que inclui preenchedores, fios, bioestimuladores e toxina botulínica, entre outros recursos, com o objetivo de modificar proporções de forma natural, reposicionar tecidos da face e valorizar as características próprias de cada rosto.
Entre as queixas que costumam ser abordadas estão rugas, assimetrias faciais, alterações de contorno do nariz, dos lábios, da região malar (as maçãs do rosto) e do queixo, além de graus iniciais de flacidez. Os preenchedores utilizados em geral têm o ácido hialurônico como base e repõem volume de maneira temporária. Por serem procedimentos não cirúrgicos, os resultados são gradativos e não permanentes, o que exige planejamento cuidadoso.
Os bioestimuladores formam outro grupo dentro da harmonização. São substâncias injetáveis biocompatíveis que atuam estimulando o próprio organismo a aumentar a produção de colágeno, com efeito que se constrói ao longo de semanas. A toxina botulínica, por sua vez, pode compor o plano de tratamento para suavizar rugas da face, elevar as sobrancelhas e, em casos iniciais, contribuir para o contorno do terço médio da face e do pescoço.
O ácido polilático funciona como bioestimulador e, em determinadas indicações, também como preenchedor. Pode ser aplicado na face e em áreas do corpo, como pescoço, colo, braços, pernas, glúteos e abdômen. A hidroxiapatita de cálcio tem comportamento semelhante, com uso na face e no corpo, voltada à melhora da qualidade da pele e à redução de graus leves de flacidez.
Já a policaprolactona promove preenchimento mais imediato e, ao mesmo tempo, estimula a produção de colágeno na região aplicada, o que a torna versátil em áreas como testa, maçãs do rosto, têmporas e sulco nasolabial. A escolha entre essas substâncias depende do objetivo do tratamento, da área a ser tratada e da avaliação médica, e não segue uma fórmula única.
De modo geral, logo após a aplicação é comum haver inchaço discreto, vermelhidão ou pequenas manchas roxas nos pontos tratados, sinais que tendem a regredir sozinhos. Nesse período inicial, orienta-se evitar massagens na área, calor intenso, exercícios vigorosos e bebidas alcoólicas, seguindo as recomendações recebidas na consulta. Compressas devem ser utilizadas apenas se indicadas.
O resultado costuma se estabelecer de forma progressiva, especialmente quando são utilizados bioestimuladores, cujo efeito depende da produção gradual de colágeno. Por isso, avaliar o rosto nos primeiros dias pode levar a conclusões equivocadas, e o acompanhamento permite verificar a evolução e planejar eventuais complementações. A paciência nessa fase faz parte do tratamento.
Qualquer dor persistente, alteração de coloração da pele ou assimetria acentuada deve ser comunicada sem demora à equipe responsável. Como cada rosto tem proporções, histórico e necessidades próprios, a escolha das substâncias, das áreas e das quantidades, assim como todas as orientações de cuidado, é individual e definida em consulta com o médico responsável.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.