O transplante capilar pela técnica clássica utiliza fios da própria área doadora, cortados mais curtos, para cobrir regiões com calvície. É indicado a quem busca redistribuir os cabelos existentes e compreende que o resultado se revela ao longo de meses.
Na técnica clássica, os cabelos da área doadora são aparados mais curtos antes de serem transferidos para as regiões com falhas ou calvície. Como em qualquer transplante, os fios utilizados são do próprio paciente, o que diferencia o procedimento do implante de fios artificiais. Não há criação de novos cabelos: o que ocorre é a redistribuição dos fios existentes, de modo que fiquem melhor aproveitados no couro cabeludo e produzam a impressão de maior preenchimento nas áreas tratadas.
É esperado que os fios transplantados caiam entre sete e quinze dias após a cirurgia. Isso não significa perda do enxerto: as raízes permanecem implantadas e passam a produzir novos cabelos em torno de três a quatro meses. A partir daí, o crescimento segue um ritmo médio próximo de um centímetro por mês, razão pela qual o resultado costuma ser avaliado apenas entre o sexto e o décimo segundo mês de pós-operatório.
O planejamento considera a linha de implantação, a direção dos fios e a quantidade de unidades que a área doadora permite retirar em cada caso. Princípios semelhantes orientam os transplantes de sobrancelha e de barba, também realizados com fios do próprio paciente. Quando a área doadora não é suficiente, a micropigmentação pode ser considerada como alternativa, criando o efeito visual de cabelo raspado na região desejada.
De modo geral, a maioria dos pacientes não descreve dor relevante depois que passa o efeito da anestesia, sendo normal algum incômodo até o dia seguinte à cirurgia. Nos primeiros dias, recomenda-se cuidado ao lavar e secar os cabelos, evitando atrito sobre as áreas doadora e receptora, além de atenção às orientações de higiene fornecidas pela equipe.
A queda dos fios transplantados nas primeiras semanas faz parte da evolução esperada e não deve gerar alarme, já que o crescimento se inicia meses depois. A coloração dos cabelos costuma ser liberada quatro semanas após o procedimento. Exposição solar direta sobre o couro cabeludo e esforços físicos intensos pedem cautela durante o período de recuperação.
Consultas de acompanhamento permitem observar a evolução do enxerto e esclarecer dúvidas ao longo dos meses. Como a resposta de cada pessoa varia conforme o tipo de fio, o padrão de calvície e as condições da área doadora, a escolha da técnica e todas as orientações de pós-operatório são definidas individualmente, na consulta com o cirurgião plástico.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.