Cirurgia das pálpebras superiores, inferiores ou de ambas, voltada ao rejuvenescimento da região dos olhos. Costuma ser indicada a adultos com tecido facial e musculatura saudáveis e metas realistas sobre o procedimento.
A blefaroplastia é a cirurgia plástica das pálpebras e tem como objetivo melhorar a aparência da região ao redor dos olhos. É nessa área que os sinais de envelhecimento costumam aparecer primeiro: a pele fica mais fina e flácida, as bolsas de gordura se tornam evidentes e o conjunto passa a transmitir cansaço, mesmo quando o paciente está descansado. Ao tratar esses excessos, a cirurgia rejuvenesce o contorno dos olhos e tende a deixar a aparência mais radiante.
O procedimento pode contemplar a pálpebra superior, a inferior ou ambas, conforme o que a avaliação identificar em cada rosto. Em linhas gerais, retira-se o excesso de pele e trata-se a gordura da região, com incisões planejadas para acompanhar as dobras e os contornos naturais das pálpebras. A blefaroplastia costuma ser realizada em homens e mulheres adultos que apresentam tecido facial e músculos saudáveis e que têm metas realistas em relação ao que a cirurgia pode oferecer.
Pela extensão do procedimento e pela qualidade dos anestésicos disponíveis, a maioria dos casos é operada sob anestesia local, com ou sem sedação, ficando a anestesia geral reservada a situações especiais. O ato cirúrgico costuma durar em torno de 90 a 180 minutos, tempo que pode se estender conforme os detalhes de cada caso e que não deve ser confundido com a permanência total no centro cirúrgico. A internação varia de 6 a 12 horas com anestesia local e pode chegar a 24 horas com anestesia geral.
A percepção de melhora costuma ser significativa já cerca de três semanas após a cirurgia, embora o resultado se consolide de forma mais completa a partir do sexto mês. Como todo ato cirúrgico, a blefaroplastia envolve um risco variável, que pode ser reduzido com o preparo adequado de cada paciente, mas não eliminado por completo. Os objetivos são conservadores: um olhar mais descansado, com preservação das características próprias de cada rosto.
Na pálpebra superior, a cirurgia pode eliminar o excesso de pele e as bolsas de gordura que aparecem na região. Essa pele flácida chega a formar rugas, a interferir no contorno natural da pálpebra e, em alguns casos, a prejudicar a visão, situações que podem ser tratadas pela cirurgia da pálpebra superior. O objetivo é devolver definição ao contorno e reduzir o peso que a região transmite ao olhar.
Na pálpebra inferior, a cirurgia plástica pode remover o excesso de pele e as linhas finas da região, além de corrigir as bolsas de gordura que se formam abaixo dos olhos. A cirurgia da pálpebra inferior pode ainda corrigir a exposição excessiva da parte branca dos olhos e até casos de lacrimejamento excessivo. Superior e inferior podem ser operadas isoladamente ou na mesma cirurgia, conforme a avaliação de cada caso.
Os olhos não ficam ocluídos após a cirurgia e, habitualmente, permanecem livres para abertura. Costuma ser recomendada a aplicação de compressas frias com solução fisiológica por alguns minutos, várias vezes ao dia, medida que ajuda a diminuir a intensidade do inchaço. Dor não é queixa frequente nesse pós-operatório e, quando ocorre, costuma ser controlada com analgésicos comuns, conforme prescrição.
O inchaço é maior nos três primeiros dias e começa a regredir em seguida, com variação importante de paciente para paciente: há quem apresente aspecto bastante natural já no quarto ou quinto dia e quem alcance esse ponto após cerca de duas semanas. Somente a partir do terceiro mês é que o edema residual pode ser considerado discreto. O uso de óculos escuros costuma ser útil nessa fase.
As manchas arroxeadas observadas em certos casos correspondem à infiltração de sangue na pele e mesmo na conjuntiva ocular, resultado do próprio trauma cirúrgico, e configuram intercorrência transitória e reversível. Enquanto persistirem, convém evitar a exposição solar. Os prazos citados são referências gerais: a indicação da blefaroplastia, os cuidados e o ritmo de retomada das atividades são individuais e definidos em consulta com o cirurgião.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.