Cirurgia que melhora a aparência e as proporções do nariz e contribui para a harmonia facial. Pode também corrigir alterações das estruturas nasais que comprometem a respiração, somando ganho funcional ao estético.
A rinoplastia atua sobre a forma e as proporções do nariz, com reflexo direto na harmonia do rosto como um todo, já que se trata da estrutura central da face. Por essa razão, mudanças no dorso, na ponta ou na largura nasal costumam repercutir na percepção geral dos traços e, para muitos pacientes, na própria autoestima. Além do aspecto estético, a cirurgia pode corrigir alterações respiratórias causadas por estruturas anormais do nariz, o que permite reunir correção funcional e estética em um mesmo planejamento.
Tanto a anestesia local sob sedação quanto a anestesia geral podem ser utilizadas, ficando a critério da equipe cirúrgica indicar a mais conveniente. Na maioria das vezes opta-se pela anestesia geral, que oferece maior segurança para as vias respiratórias. O ato cirúrgico costuma durar entre duas e quatro horas, tempo que em alguns casos é ultrapassado e que não deve ser confundido com a permanência total no centro cirúrgico. A internação pode variar de 12 a 24 horas, conforme a anestesia e a recuperação.
O resultado de uma cirurgia do nariz não se define de imediato. O inchaço regride em fases e, embora por volta do quarto mês já exista mudança significativa, a avaliação do resultado só deve ser feita ao longo do primeiro ano de pós-operatório. O objetivo é um nariz proporcional ao rosto do paciente, que respeite suas características individuais em vez de reproduzir um modelo padronizado. Paciência com a evolução faz parte do processo.
Duas vias de acesso podem ser empregadas. Na técnica aberta, faz-se uma pequena incisão na base do nariz, entre as narinas, associada a incisões na parte interna de cada narina. Na técnica fechada, as incisões ficam restritas ao interior das narinas. A escolha entre uma e outra depende do que precisa ser corrigido e da anatomia de cada paciente, e é definida no planejamento cirúrgico.
Atualmente, existem também duas abordagens quanto ao modo de tratar as estruturas nasais: a rinoplastia estruturada e a rinoplastia preservadora, com indicações diferentes para cada caso. A preservadora é a técnica mais recente das duas, mas sua indicação é reservada a casos selecionados. Definir qual caminho seguir faz parte do planejamento individual, construído após a avaliação em consulta.
Nos primeiros dias, recomenda-se dormir sempre com a cabeça elevada no leito, com dois ou três travesseiros sob o colchão, por um período de cerca de quinze dias, mantendo a face voltada para cima sempre que possível. Um pequeno sangramento é normal nas primeiras 48 horas e costuma ser higienizado por um curativo de proteção colocado junto ao lábio, próximo aos orifícios nasais, que pode ser trocado em casa quantas vezes for necessário.
Quando se realiza o procedimento de fratura, o nariz permanece imobilizado com gesso ou outro material por cerca de sete a oito dias. Em alguns casos, utiliza-se uma película de silicone ou plástico dos dois lados do septo, para prevenir aderências, que pode ser mantida por cerca de sete dias. Dor é queixa rara nesse pós-operatório, com uso de anti-inflamatórios nos primeiros dias e, eventualmente, de analgésicos comuns.
Enquanto houver equimoses, as manchas arroxeadas, é aconselhável evitar a exposição solar, e o uso de protetor solar costuma ser recomendado por cerca de seis meses. Inchaço de intensidade variável, coloração arroxeada e dificuldade respiratória nos primeiros dias são fenômenos comuns nessa cirurgia. Toda preocupação deve ser transmitida ao cirurgião, lembrando que a indicação e as orientações de pós-operatório são individuais e definidas em consulta.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.