Cirurgia plástica da orelha, associada com mais frequência à correção de orelhas protuberantes ou em abano. Pode ser realizada a partir dos seis anos de idade, quando a orelha já completou a maior parte do seu desenvolvimento.
O termo otoplastia refere-se à cirurgia plástica da orelha e, dependendo do problema a ser tratado, pode corresponder a várias técnicas, que podem ou não estar relacionadas entre si. Na prática, o nome é usado sobretudo para indicar a correção de orelhas protuberantes, as chamadas orelhas em abano, situação em que o objetivo é aproximar a orelha da cabeça e trabalhar as dobras que não se formaram por completo.
Outros problemas também podem ser tratados com otoplastia, como sequelas pós-traumáticas, perda congênita de orelha e estenose auricular. Cada uma dessas situações exige planejamento próprio, e a técnica escolhida depende diretamente do que precisa ser corrigido. A avaliação em consulta define o que é possível fazer em cada caso e qual abordagem tende a atender melhor às características anatômicas do paciente.
A idade para realização da cirurgia é a partir dos seis anos, quando a orelha já teve a maior parte do seu desenvolvimento, o que explica a presença frequente de crianças entre os pacientes. Em crianças, geralmente utiliza-se anestesia geral; em adultos, anestesia local com ou sem sedação. O ato cirúrgico costuma girar em torno de 90 a 120 minutos, e a internação varia de meio período até um dia, conforme a anestesia e a idade do paciente.
Assim que o curativo é retirado, boa parte do resultado almejado já pode ser percebida, e a forma continua a se acomodar ao longo dos meses seguintes. Como tudo em Medicina, não é possível oferecer garantia de resultado, podendo haver necessidade de pequenas reparações. As cicatrizes ficam atrás das orelhas e, por essa localização, costumam ser pouco visíveis no dia a dia.
Nos primeiros dias, protege-se a orelha com um curativo, que pode ser uma espécie de touca ou um envoltório com atadura, recurso especialmente importante em crianças para evitar traumatismos locais. Em alguns casos, recomenda-se o uso de faixas do tipo ballet ou tênis durante as primeiras semanas. A mobilização orientada do curativo está entre as medidas que ajudam a reduzir o desconforto.
Certo incômodo pode ocorrer no pós-operatório e costuma ser combatido com analgésicos comuns. Os pontos, em geral, não precisam ser retirados; quando há essa necessidade, a retirada costuma acontecer entre o oitavo e o décimo quinto dia. Atividades que exponham a orelha a traumatismos, sobretudo brincadeiras e esportes de contato no caso das crianças, devem ser evitadas conforme a orientação recebida.
A cicatrização tem curso próprio, e o período que vai do trigésimo dia ao décimo segundo mês faz parte da evolução normal, não devendo ser confundido com complicação cicatricial. Quando surgem cicatrizes inestéticas, há recursos clínicos e cirúrgicos capazes de melhorá-las na época adequada. Dúvidas sobre a evolução, assim como a indicação da cirurgia e os cuidados de pós-operatório, são esclarecidas individualmente em consulta.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.