A mastopexia reposiciona a aréola e trata a pele flácida para elevar as mamas caídas, sendo indicada diante da ptose mamária causada por envelhecimento, variações de peso ou amamentação.
A mastopexia, também chamada de lifting das mamas, tem como objetivo tratar a queda natural dos seios, condição conhecida como ptose mamária. A cirurgia reposiciona a aréola e trabalha a pele com flacidez, elevando as mamas em direção à sua posição original e melhorando a simetria entre elas. O foco está na forma e no posicionamento, e não necessariamente no ganho de volume.
A indicação recai sobre mulheres que apresentam flacidez e queda das mamas em função do envelhecimento, de grande variação de peso ou do período de amamentação. A avaliação considera o grau de ptose, a posição da aréola em relação ao sulco mamário, a quantidade de tecido disponível e a qualidade da pele, elementos que orientam a escolha da técnica e o desenho das cicatrizes.
Espera-se uma mama com contorno mais elevado e simétrico, coerente com as proporções do corpo. Como a pele continua sujeita à ação do tempo, da gravidade e de novas variações de peso, a manutenção da forma depende também de fatores individuais. O planejamento é sempre construído a partir do exame presencial, do histórico de cada paciente e das expectativas conversadas na consulta.
A mastopexia pode ser realizada isoladamente, apenas com o reposicionamento dos tecidos e da aréola, ou associada à colocação de implante de silicone, quando além da elevação existe o desejo de ganho de volume ou a necessidade de preencher o polo superior da mama. A escolha depende da quantidade de tecido mamário disponível e do objetivo estético estabelecido.
Existe ainda a possibilidade da autoprótese, técnica que utiliza o tecido da própria paciente para dar projeção à mama, dispensando o implante. Cada alternativa tem indicações e limitações próprias, relacionadas ao grau de ptose, à espessura dos tecidos e à qualidade da pele. A definição acontece durante a avaliação, após conversa sobre as possibilidades de cada caso.
De modo geral, o sutiã cirúrgico é utilizado conforme a orientação da equipe, por auxiliar na sustentação e na acomodação das mamas durante a cicatrização. Repouso relativo nos primeiros dias, restrição de esforços com os braços e retomada progressiva das atividades cotidianas fazem parte das recomendações iniciais. A rotina de curativos segue a prescrição médica.
Inchaço, desconforto ao movimentar os braços e alteração de sensibilidade nas mamas e nas aréolas são reações esperadas e costumam melhorar ao longo das semanas. A exposição solar sobre as cicatrizes deve ser evitada enquanto elas estiverem em maturação, e os cuidados específicos com a cicatriz são orientados nos retornos.
A prática de exercícios, sobretudo os de impacto e os que exigem os membros superiores, é liberada de forma gradual. Uma vez que a técnica empregada, a presença ou não de implante e a resposta individual influenciam a recuperação, a indicação da mastopexia e todas as orientações de pós-operatório são definidas de forma personalizada na consulta.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.