A exérese consiste na retirada cirúrgica de lesões benignas da pele e do tecido logo abaixo dela, como cistos, lipomas e nevos. É indicada quando a lesão incomoda, cresce ou precisa ser avaliada com mais precisão.
Entre as lesões mais frequentes estão os cistos, nódulos benignos que podem surgir em qualquer parte do corpo, com predomínio na face, no pescoço e no tronco, regiões de maior concentração de glândulas sebáceas. O tipo mais comum tem origem na epiderme e se forma a partir de alterações estruturais dos folículos. Também pode decorrer de traumas, quando células da camada mais superficial da pele acabam alojadas na derme e dão origem à formação cística. São mais comuns em adultos e raros em crianças.
Lipomas e nevos completam o grupo de lesões habitualmente abordadas nesse tipo de procedimento: os primeiros correspondem a acúmulos benignos de tecido gorduroso sob a pele, e os segundos são as pintas, alterações pigmentadas de aspecto variável. A exérese consiste na remoção cirúrgica da lesão, com fechamento da pele conforme a localização e o tamanho encontrados. O material retirado pode ser encaminhado para análise laboratorial quando houver indicação médica.
A avaliação presencial define se há indicação de retirada e qual a melhor abordagem para cada caso, considerando o tipo de lesão, o local em que se encontra e as características da pele. Em qualquer procedimento que envolva incisão, é esperado que permaneça uma cicatriz, cuja aparência varia conforme a região tratada e a resposta individual de cicatrização. O planejamento busca posicioná-la da forma mais discreta possível.
De modo geral, a área operada deve ser mantida limpa e seca, com curativos e produtos utilizados apenas conforme a orientação recebida. Atrito de roupas, esforço sobre a região e exposição solar direta sobre a cicatriz recente costumam ser desaconselhados até a liberação da equipe. Sinais como dor crescente, calor local ou secreção devem ser comunicados sem demora.
É comum haver leve inchaço ou sensibilidade nos primeiros dias, o que tende a diminuir de forma progressiva. A cicatriz passa por um período de amadurecimento em que pode ficar mais avermelhada antes de clarear, e o uso de protetor solar sobre ela costuma ser recomendado durante esse tempo, mesmo em dias nublados.
Retornos programados permitem acompanhar a cicatrização e, quando houver, discutir o resultado do exame do material retirado. Dúvidas ao longo da recuperação devem ser levadas à equipe. Como cada lesão tem características próprias e cada pele reage de um jeito, tanto a indicação da exérese quanto as orientações de pós-operatório são definidas individualmente, na consulta com o cirurgião plástico.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.