O aumento de glúteo com gordura utiliza a própria gordura da paciente, obtida na lipoaspiração, para dar volume e melhorar o contorno da região, sem uso de implantes.
O enxerto de gordura nos glúteos é um procedimento frequente e costuma ser realizado na sequência da lipoaspiração, no mesmo tempo cirúrgico. A gordura utilizada é sempre da própria paciente: depois de aspirada das áreas com acúmulo localizado, passa por processamento, feito por centrifugação ou decantação, e então é introduzida na região glútea. Assim, a cirurgia atende a dois objetivos, refinando as áreas doadoras e ampliando o volume dos glúteos.
A execução segue parâmetros de segurança estabelecidos pela força-tarefa de gluteoplastia de aumento, referência técnica que orienta o plano de aplicação do enxerto e as condutas adotadas durante o procedimento. Essa padronização acompanha todas as etapas da cirurgia e é apresentada à paciente antes da operação, junto às demais orientações sobre preparo, riscos envolvidos e expectativas de resultado para o caso em questão.
Não existe volume padrão de enxerto: a quantidade depende do quadril, das proporções corporais e da gordura disponível para retirada. Parte do material enxertado costuma ser reabsorvida pelo organismo nos meses seguintes, comportamento esperado que é levado em conta no planejamento. Por isso, o resultado é avaliado ao longo do acompanhamento, e não nas primeiras semanas, quando o inchaço ainda é significativo.
De modo geral, os primeiros dias pedem cuidado com a pressão sobre a região enxertada, com orientações específicas sobre como sentar, deitar e dormir, já que a acomodação da gordura depende de boa vascularização. O uso da cinta compressiva nas áreas aspiradas segue a prescrição da equipe, respeitando o cuidado com os pontos que receberam enxerto.
Repouso relativo, hidratação e alimentação equilibrada favorecem a recuperação. A drenagem linfática pode ser indicada para auxiliar no controle do inchaço nas áreas tratadas pela lipoaspiração. Manchas arroxeadas, endurecimento temporário e alteração de sensibilidade são reações comuns e tendem a regredir progressivamente. A retomada das atividades acontece de forma gradual, conforme a orientação recebida.
Oscilações importantes de peso podem alterar o volume enxertado depois de estabilizado, o que reforça a importância de hábitos regulares após a cirurgia. Como a quantidade de gordura disponível, a resposta do organismo e o ritmo de recuperação variam de pessoa para pessoa, a indicação do procedimento e todas as orientações de pós-operatório são individualizadas e definidas em consulta.
Conteúdo educativo. A indicação, a técnica e as orientações de recuperação são definidas individualmente em consulta com o Dr. Arthur Barros.